Terry Gilliam Foi Impedido de Entrar na Disney

A revista RollingStone fez uma matéria interessante sobre algumas coisas saídas da cabeça estranha do python Terry Gilliam.

Tem algumas curiosidades que eu não sabia e algumas que eu já sabia (e já havia postado neste site).

É por isso que eu selecionei algumas curiosidades para que, juntos, possamos nos abraçar e cantar alegremente um viva à Monty Python!!

1. A ideia do filme “Brazil – O Filme” veio de uma visita à Disneylândia:

Gilliam e a sua então namorada, a jornalista Glenys Roberts, visitaram o parque temático em uma viagem só para a imprensa para mostrar a nova atração: Os Piratas do Caribe.

“Quando chegamos ao lugar onde as pessoas especiais entram, fomos informados de que o chefe da segurança teria que vir para analisar o meu cabelo [comprido]. Enquanto eu esperava, fervendo no portão, me dei conta – pela primeira vez – do arame farpado em torno da entrada da Disney”.

Ele também notou uma aparência parecida com Auschwitz, especialmente quando foram informados de que não tinham sido autorizados a entrar.

“A ideia para Brazil nasceu de vários momentos diferentes de extrema alienação, e este definitivamente foi um deles”.

Veja Mais em: Brazil, a Aquarela de Terry Gilliam

2. A violência em suas animações vêm de um lugar primordial:

Em sua autobiografia, “Gilliamesque”, Terry contou que “a violência nas minhas animações vem da minha frustração por não ser capaz de me expressar tão claramente como todos os outros Pythons”.

3. Stanley Kubrick queria trabalhar com Gilliam em “Laranja Mecânica” e “O Iluminado”:

O cineasta pediu uma sequência de abertura para Laranja Mecânica, mas o prazo era muito curto para Gilliam fazer.

Da mesma forma, Kubrick se aproximou do Python para que ele viesse a trabalhar como diretor de arte em O Iluminado. Mas o pedido do diretor veio com especificações insustentáveis ​​- ele queria “um conjunto perfeitamente realizado, desenhado em 15 minutos”.

Não tinha como.

Abaixo, a abertura que Gilliam fez para o filme “O Uivo da Bruxa”:

4. Gilliam recusou a oportunidade de fazer um filme dos Beatles:

Um produtor pediu-lhe para trabalhar em um filme musical chamado “Todos Eles e a III Guerra Mundial”, dizendo que “vai ter um monte de músicas dos Beatles”.

Embora Gilliam amasse a banda, não gostou da ideia.

Em vez disso, ele convenceu o produtor a ajudá-lo a fazer sua estreia como diretor solo, com o clássico “Jabberwocky”, de 1977.

5. O cirurgião plástico de “Brazil – O Filme” foi inspirado em uma experiência que seu pai teve:

O cirurgião de Brazil – O Filme, o dr. Chapman, interpretado por Jack Purvis, usa ácido como seu instrumento de trabalho.

Na autobiografia, Gilliam conta que a ideia do personagem veio ao ver seu pai suportar uma operação semelhante.

“No final dos anos setenta, o meu pai tinha passado por um pesadelo quando um câncer de pele foi descoberto em seu ouvido, e um cirurgião altamente recomendado aplicou ácido em sua pele”.

“Em seguida, ele colocou uma compressa e o aconselhou a sentar-se lá fora por uma ou duas horas, enquanto o ácido trabalhava a sua magia”.

“No momento em que meu pai voltou para a cirurgia, o seu ouvido ainda estava lá, mas todo o lobo havia sido devorado”.

6. Gilliam quase desistiu quando soube que Heath Ledger tinha morrido:

O ator morreu de parada cardíaca induzida por drogas durante as gravações de “O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus”.

Sua morte “era impossível, inacreditável, insuportável… Eu só disse ‘eu não dou a mínima para o filme. Eu desisto. Estou cansado, velho e desgastado. Quero ir para casa'”.

Felizmente, ele se cercou de pessoas que não escutam nada que ele diz. A filha do diretor, Amy, co-produziu o filme e encorajou-o a continuar trabalhando nele com amigos de Ledger interpretando o papel.

Então, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell ajudaram a completar o filme, doando os seus salários à filha de Ledger. “O espírito de Heath parecia estar infundindo em todos nós”.

“Na verdade, quando terminamos Dr. Parnassus, eu achei que era uma das melhores coisas que eu já tinha feito”.

Thiago Meister Carneiro

Jornalista Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, 39 anos na cara. Às vezes grava o podcast Pythoneando, e às vezes assiste Monty Python na Netflix. Autor do livro "A História (quase) Definitiva de Monty Python" e do ebook "O Guia da Carreira-Solo dos Membros do Monty Python"

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