Estudo mostra que fazer o Andar Tolo é o melhor exercício

Um estudo mostra que fazer o Andar Tolo do Monty Python pode ser melhor para queimar calorias do que simplesmente caminhar normalmente. Além disso, é bom para o coração.

Resumindo: ser bobo te faz mais saudável do que não ser bobo.

Veja mais em: Andar Tolo vira medida de distância contra o coronavírus

Um estudo recém publicado na edição de dezembro da revista científica britânica The BMJ sugere fazer pelo menos 11 minutos por dia daquele andar tolo que John Cleese fez na série Monty Python’s Flying Circus.

De acordo com o estudo, essa pode ser uma maneira divertida de ultrapassar os 75 minutos de atividade física recomendado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Só que tem um porém. Tudo depende de quão bobo o seu andar realmente é.

PROFESSORES

O estudo foi encabeçado por um trio de pesquisadores norteamericanos: Glenn Gaesser, PhD, professor da Universidade do Arizona. Além de David Poole, professor de Cinesiologia e Fisiologia da Universidade do Kansas e Siddhartha Angadi, professor da Universidade da Virgínia.

Eles descreveram o andar tolo que funcionou no estudo como “andar no estilo Teabag”, em homenagem ao personagem Mr. Teabag que John Cleese interpretou.

Andar neste estilo envolve caminhar alternando chutes altos com as pernas retas com outros tipos de contorções das pernas, como dobrar os joelhos para baixo.

ESTUDO

Para o estudo, os pesquisadores recrutaram seis mulheres e sete homens com idade média de 34 anos para caminhar de maneiras diferentes em um percurso de 30 metros.

A princípio, os participantes caminharam com seus andares e ritmo habituais. Em seguida, os pesquisadores fizeram os participantes andarem tolamente, bem no estilo do esquete O Ministro do Andar Tolo.

Após as rodadas do estilo Andar Tolo, os participantes tiveram que andar de alguma maneira um pouco menos tola.

BANHEIRO

Só que nem tudo são flores, pois os pesquisadores perceberam que o Andar Tolo pode ser ineficiente. Isso porque, de acordo com o estudo, as pessoas provavelmente não caminhariam tolamente se estivessem tentando ser o mais eficiente possível.

As pessoas não iriam, por exemplo, andar tolamente quando:

  1. Número um: estão atrasadas para um encontro.
  2. Número dois: estão correndo para o banheiro para fazer o número dois.

Os pesquisadores fizeram várias medições como ventilação e gasto de energia dos participantes durante as várias caminhadas, para ver se surgia alguma diferença.

Durante a caminhada, os participantes usaram máscaras faciais e coletes que ajudaram na medição, como você pode ver no vídeo abaixo:

Depois que todas essas medições foram concluídas, uma questão importante era responder se os Andares Tolos faziam diferença na queima de calorias.

RESULTADOS

De fato, ao realizar o Andar Tolo, os participantes do estudo tiveram consumo de oxigênio cerca de 2,5 vezes maior e maiores quantidades de calorias queimadas em comparação com o andar normal.

Tais medições qualificariam o Andar Tolo como atividade física de intensidade vigorosa. Na verdade, os pesquisadores concluíram que caminhar dessa forma 22% a 34% do tempo pode queimar 100 calorias a mais por dia, assumindo que uma pessoa dá em média cerca de 5 mil passos por dia. Fazer isso implicaria fazer o Andar Tolo por cerca de 12 a 19 minutos.

Thiago Meister Carneiro

Jornalista Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, 40 anos na cara. Às vezes grava o podcast "Pythoneando" e às vezes assiste Monty Python na Netflix. Autor dos livros "A História (quase) Definitiva de Monty Python" e "O Guia da Carreira-Solo dos Membros do Monty Python"

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *