Conhece a peça teatral perdida de Graham Chapman?

Nos anos que se seguiram à morte de Graham Chapman, lá pelos idos de 1988, poucos de seus projetos foram concretizados.

Inclusive, alguns foram completamente abandonados por alguns produtores.

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Depois de uma longa pesquisa em seus arquivos, foi encontrado o roteiro de uma peça.

Escrita enquanto o Monty Python estava filmando Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado, em 1975, o roteiro tinha sido engavetado (provavelmente pelo próprio Chapman).

Enfim, um trabalho do python morto iria ganhar uma justa homenagem póstuma: a peça “Oh Happy Day”.

ARQUIVO

Foi Jim Yoakum, diretor dos Arquivos Graham Chapman, que encontrou o roteiro. “Fiquei impressionado quando li”, disse.

É um roteiro incrivelmente engraçado, escrito por um gênio da comédia moderna.

Quando Michael Palin leu o roteiro da peça teatral, deu o veredicto: “Foi como descobrir uma pantomima de Natal escrita por Oscar Wilde ou algo assim”.

Sean Daniels, o diretor artístico da peça teatral pythonesca

Para a produção, foi feita uma longa pesquisa internacional, e os produtores da peça decidiram que o grupo teatral americano Dad’s Garage Theatre Company iria encená-la.

Segundo Palin (que ajudou na montagem junto de John Cleese), a peça é sobre bebedeiras, casamentos, nascimentos, travestis, bebedeiras, mães dominadoras, confusões de identidade, bebedeiras, e todas as outras facetas de ser britânico.

Graham tinha uma relação tênue com a realidade, disse Cleese.

ESTREIA

Segundo o site oficial da BBC, David Sherlock (parceiro de Chapman), enviou um frasco com suas cinzas para assistir aos ensaios. E, para o diretor artístico Sean Daniels, “Há cenas em que você apenas diz: ‘Uau, isso é muito Monty Python!'”.

Uma curiosidade interessante é que a peça estava inacabada quando a encontraram, e o grupo Dad’s Garage Theatre Company ganhou total liberdade para atualizá-la.

“Graham teria tido cócegas se soubesse que um bando de meninos americanos estavam encenando a sua farsa britânica”, escreveu John Cleese nas notas da apresentação.

Nota da redação: Infelizmente, não encontrei fotos ou vídeos da encenação dessa peça. Se você conseguir algum material e quiser compartilhar, fique à vontade. Puxe uma cadeira, sente no chão e envie para contato@andartolo.com

Thiago Meister Carneiro

Jornalista Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, 40 anos na cara. Às vezes grava o podcast "Pythoneando" e às vezes assiste Monty Python na Netflix. Autor dos livros "A História (quase) Definitiva de Monty Python" e "O Guia da Carreira-Solo dos Membros do Monty Python"

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