• Thiago Meister Carneiro

Flying Circus: Monty Python e o Esquete da Ficção Científica

No dia 30 de novembro de 1969, a série Monty Python’s Flying Circus levou ao ar o “Esquete da Ficção Científica”, que conta a história de uma invasão alienígena que transforma humanos em escoceses quando atingidos por raios laser.

Esse esquete fez parte do episódio “Você Não é Mais Engraçado (You’re No Fun Anymore)”, da primeira temporada.

TRANQUILOS
Michael Palin lembra que os primeiros dias de Monty Python foram muito complicados de lidar, pois “fazíamos parte de um grupo de pessoas diferentes que se reunia para fazer um tipo de comédia muito diferente. Foi difícil no começo mas, de repente, eu percebi que estava fazendo algo que eu realmente gostava”.

E foi nesse espírito de tranquilidade que o Monty Python resolveu inovar.

Esse esquete demonstra uma diferença na dinâmica dos episódios anteriores, pois foi o primeiro a contar uma extensa narrativa, nesse caso, sobre uma invasão alienígena:

ALIENS
O episódio começa com o narrador John Cleese (com sotaque americano):

“Era um dia como outro qualquer, e o sr. e a sra. Samuel Brainsample [Graham Chapman e Eric Idle] eram um casal perfeitamente normal, vivendo normalmente suas vidas. O tipo de pessoa com quem nunca acontece nada de extraordinário, e não o tipo de pessoa para ser o centro de um dos mais incríveis incidentes na história da humanidade. Então vamos esquecê-los, e no lugar, vamos seguir o destino deste homem [Michael Palin]. Harold Potter, jardineiro e coletor de taxas, primeira vítima das criaturas de outro planeta”.

Sim, o esquete é um curta-metragem sobre uma invasão alienígena que transforma “seres humanos em escoceses” quando atingidos por raios laser vindos de uma nave espacial do planeta Skyron, da galáxia de Andrômeda.

O objetivo é, simplesmente, poderem pousar na Terra e se tornarem campeões de tênis em Wimbledon.

Os alienígenas são manjares brancos que terminam jogando tênis contra o escocês Angus Podgorny. E quem acaba salvando o planeta é… Bem, veja com seus próprios olhos.

E o final é uma das coisas mais absurdas que o Monty Python já fez.

Existe uma lenda urbana que diz que a escritora J.K. Rowling inspirou-se no personagem Harold Potter para batizar seu personagem mais famoso, Harry.

Mais Coisas Pythonescas:

Jornalista e Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, 35 anos na cara. Foi para Camelot, mas desistiu de entrar porque era um lugar muito idiota.