• Thiago Meister Carneiro

Eric Idle, o Homem que Escrevia Sozinho

eric-idleSite Oficialwww.ericidle.com

Twitter: @EricIdle

Nasceu em South Shields, County Durham, Inglaterra, em 29 de março de 1943.

Seu pai, Ernest Idle, morreu em um acidente de automóvel e sua mãe, Nora Barron, teve dificuldades em criá-lo, pois trabalhava em tempo integral.

Quando ele fez sete anos, ela o matriculou num colégio interno.

Na autobiografia dos Pythons, Idle descreveu essa difícil fase de sua vida:

“Sofri muito bullying. Era um ambiente áspero para uma criança crescer, e eu tive que aprender a lidar com grupos de meninos e continuar a vida em circunstâncias desagradáveis. Aprendi a ser inteligente, engraçado e subversivo às custas da autoridade. Foi o treinamento perfeito para um Python”

Idle afirmou que as duas coisas que fizeram sua vida ser suportável foi ouvir a Rádio Luxemburgo debaixo das cobertas e assistir aos jogos do time de futebol local, Wolverhampton Wanderers.

Idle achava entediante aquela escola. E isso o levou a estudar muito e, consequentemente, a conquistar um lugar na Universidade de Cambridge.

Idle
Idle e George Harrison

CARREIRA
Logo depois, no Pembroke College, em Cambridge, Idle foi convidado a participar do prestigiado Cambridge University Footlights Dramatic Club, pelo Presidente Tim Brooke-Taylor.

“Eu nunca tinha ouvido falar desse clube. Quando eu cheguei lá, enviei alguns esquetes parodiando uma peça que tinha acabada de ser feita. Tim Brooke-Taylor e Bill Oddie adoraram e me chamaram para fazer o teste, que passei. E foi ótimo”

Idle entrou em Cambridge um ano depois de Graham Chapman e John Cleese. Ele se tornou presidente do clube e foi o primeiro a permitir a entrada de mulheres.

MONTY PYTHON
Idle escrevia quase sempre sozinho para o grupo, no seu próprio ritmo, e muitas vezes achava que era difícil apresentar o seu material aos outros membros sem a ajuda de um parceiro.

John Cleese admitiu que a situação do amigo era injusta:

“Quando o grupo votava nos esquetes que apareciam no programa, ele só tinha um voto”

Eric Idle

O próprio Eric Idle admitiu que a sua situação muitas vezes se tornava difícil:

“Tinha de convencer cinco pessoas. E eles não eram escritores muito pouco egoístas”

O trabalho de Idle no Monty Python caracteriza-se por uma obsessão com a língua e a comunicação: muitos dos seus personagens tem peculiaridades verbais, como é o caso do homem que fala através de anagramas, o homem que diz palavras na ordem errada e o açougueiro que alterna entre a simpatia e a rudeza sempre que fala.

Muitos de seus esquetes incluíam monólogos extensos (como o cliente em “Travel Agency” que não para de falar das más experiências que teve nas férias), e satirizava com frequência a linguagem pouco natural e os padrões de fala dos apresentadores de televisão.

Idle é um violonista competente e compôs muitos dos números musicais mais conhecidos do grupo, sendo o mais notável o Always Look on the Bright Side of Life, que encerra o filme A Vida de Brian.

Também foi o responsável por “Galaxy Song” e “The Penis Song”, de O Sentido da Vida.

FAMÍLIA
Eric Idle casou-se com Lyn Ashley, uma australiana, em 1969. Ashley apareceu algumas vezes em pequenos papéis na série Flying Circus e aparecia nos créditos como Mrs. Idle.

O casal teve um filho em 1973 e divorciou-se em 1975.

Em 1981, Idle casou-se com a sua mulher atual, Tania Kosevich. Os dois têm uma filha, Lily, nascida em 1990.

Eles vivem em Los Angeles desde o início dos anos 1990.

Idle e família na première de "Piratas do Caribe"

No dia 19 de maio de 2013, ele fez um discurso na formatura de sua filha, no Whitman College. Na ocasião, o colégio lhe deu o título de doutor honorário em Ciências Humanas.

HOMENAGENS
O asteróide 9620Ericidle recebeu esse nome em sua honra.

Idle foi considerado o 12º melhor comediante de todos os tempos na votação de 2005 “O Comediante dos Comediantes” de todos os tempos.

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Mais Coisas Pythonescas:

Jornalista e Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, 35 anos na cara. Foi para Camelot, mas desistiu de entrar porque era um lugar muito idiota.